Agradando aos homens e desacatando as Escrituras – Final

Esta é a última parte da série “Agradando aos homens e desacatando as Escrituras”. Acesse aqui: Parte I, Parte II,Parte III, Parte IV, Parte V e Parte VI.

Sétimo Capítulo

O golpe final! Calou-se o Benício, avisado e bem avisado. E nada mais disse, nem lhe foi perguntado. E não admitiu o medo de confrontar o erro em que está mergulhado. E não era pra menos! Onde os argumentos?

Quando queria demonstrar o impossível dava murros na ponta das espadas, ou melhor, dava murros nos gritos de dor de sua consciência extremamente perturbada com o Testemunho da Verdade. Querendo falar alguma coisa, ambigüidades e jargões jorravam de sua alma enquanto piscava e repiscava os olhos…

Por último, Benício passou a mão na testa e se afastou cabisbaixo… sem se despedir… Que martírio é o falso profetismo que procrastina por criar ilusões religiosas; mas nós, meros seres mortais, não gozamos o direito de nos dissociarmos da realidade. Quem conseguirá sair desta enganação sem sofrimento?

– Meu Deus! Como eles deixaram isto acontecer… Que desastre!

Marcelo teme pelo futuro de Benício e de outros milhares de enganados com as heresias, muito comuns neste “tempo do fim”, pois o final está em curso e como os falsos mestres darão contas de tanta enganação? Em seu espírito, como que se contorcendo em dores, a frase do Profeta Jeremias ao perceber o cenário do juízo contra Jerusalém (4.19; 8.18):

“Ah! Meu coração! Meu coração! Eu me contorço em dores. Oh! As paredes do meu coração! Meu coração se agita! Não posso calar-me, porque ouves, ó minha alma, o som da trombeta, o alarido de guerra. Oh! Se eu pudesse consolar-me na minha tristeza! O meu coração desfalece dentro de mim.”

Com a mão na boca Marcelo faz perguntas a si mesmo e em seu espírito intercede a favor de Benício que se afasta… Então, percebeu que Carlos o fitava e as lágrimas de ambos falavam a mesma dor. Finalmente, com atenção e minúcia costumeiras, Carlos rompeu o silêncio:

– A constante desobediência à Escritura Sagrada e o orgulho religioso fizeram o apressado mestre dos mestres mergulhar em enganosas dissimulações de apóstatas que blasfemam e erradamente interpretam o Apocalipse. Cataram eventos da mídia e confiaram nos luminares da pseudociência para marcar épocas dos toques das trombetas. Como os bíblicos “filhos da desobediência”, os portadores da falsa-unção acumulam ira, contra si mesmos, “para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus”, assim Paulo ensinou pelo Espírito de Cristo que nele estava. De Deus ninguém zomba! Eles se desviaram das Escrituras e insistem na pregação do falso batismo como Espírito Santo e deu no que deu: a enxurrada de erros e o falso profetismo clamam contra eles. Portanto, a HERESIA ICEMITA deixa marcas que se mostram nos seus reflexos na vida de cada membro, mestre e pastor.

– Evangelista, – agora eu lhe pergunto, – a rainha desfigurada (“quem lê entenda”) poderá recuperar-se deste grande mal e dos negrumosos reflexos da doutrina revelada? Como consolar os fiéis que ali se reúnem e não comungam com as iniqüidades da elite? Como esta igreja poderá ser curada? Entre eles não há profetas capazes de falar com ousadia?

– A decisão é individual, bom amigo e irmão Marcelo. E não é pra menos. Por isto mesmo, aquele mestre ou pastor que se desviou das Escrituras Sagradas deve arrepender-se da apostasia, confessar o pecado da rebeldia e pedir perdão a Deus, a fim de ser restaurado à posição de autoridade espiritual e poder pentecostal.

– Mas não é verdade que entre eles não existe profeta no exato sentido das Escrituras?

– Verdade! Nos nossos dias este ministério e raríssimo. O profeta verdadeiro não tem compromisso com donos de rebanho, editoras, jornais, monarcas, presidentes de presbitério…

– Compreendo. Mas continue, Carlos, por amor ao Testemunho do Todo-Poderoso.

– A HERESIA ICEMITA obriga o beato Benício a fazer as coisas dentro do modelo: o DON (Doutrinas, Orientações e Normas); mas o DON não tem alma: ele é despejado, goela a baixo, e finalmente imposto nas unidades locais (artgs. 21,22,23 e 31 do E-ICM-PES). Ao darem crédito às novas revelações do apocalipse, segundo eles, os mestres e pastores da ICM-PES abandonaram as Escrituras, acolheram ambigüidades e espiritualização de frases isoladas das Escrituras e embocam negrumosas trombetas, conforme ordenado pelo mestre-primaz e monarca quadragenário. Eles imaginam profecias, e revelações, e sonhos mentirosos, e visões; e dizem: Ele disse! Mas o SENHOR nada disse, nem mandou dizer. No entanto, os beatos icemitas os imitam e o falso profetismo anda solto… O que acontece? O Profeta Isaías nos ajuda a compreender (59.14-15):

“Pelo que o direito se retirou, e a justiça se pôs de longe; porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar. Sim, a verdade sumiu, e quem se desvia do mal é tratado como presa. O SENHOR viu isso e desaprovou o não haver justiça.”

FINAL

A autoridade espiritual e o poder pentecostal são ocorrências que os icemitas não alcançam porque a doutrina revelada impede. A doutrina revelada não faz outra coisa, se não, esconder a Verdade.

Ao ser questionado Benício desconversa e não consegue entender a diferença entre a capacitação espiritual sobrenatural pelo Espírito de Cristo e alma apenas embriagada de emoções religiosas. Ele ainda não consegue entender a diferença entre o que a doutrina revelada institucionalizou e declarações, exigências e reiterações do Testemunho do Todo-Poderoso.

Assim, nenhum deles consegue desculpar-se pelos milhares de enganados que, desiludidos com ICM-OBRA romperam com o sistema e estão engajados em outras denominações; mas infelizmente muitos outros continuam desesperançados. Deste modo, a isto poderíamos chamar de maldição da doutrina revelada… porque cria uma dependência desmesurada de algo composto de pedaços e por isto mais que sutil: Obra como forma de vida. Portanto, qual câncer em metástase a doutrina revelada estorvou-os de aproveitar o melhor e mais perfeito, como está escrito (2 Tm. 3.16-17):

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”

Benício confia em batismo de anjo, emoções e imitação de línguas estranhas… esgueira-se de confrontos doutrinários e foge de perguntas sérias. Exemplo daquele que adota, para si, a HERESIA ICEMITA que em boa parte de seus adeptos faz brotar a impressão de se considerarem espirituais e privilegiados por participarem de revelação transcendente e ulterior.

Certamente, os beatos admiram ambigüidades, bibliomancia, clamor pelo sangue de Jesus, engenhosas novidades, simbolismos e tipificações que os mantém confortáveis, distraídos e encantados coma linguagem do não-pensamento. Com o colorido desbotado de doutrina revelada a heresia inconseqüente e ofensiva é ajeitada e oferecida à membresia que aplaude com entusiasmo; e assim divulga o discernimento e esperteza de alguém que se apresenta como mestre-profeta. Controlada pela autoridade eclesiástica que domina as unidades locais ninguém pode questionar: apenas obedece (em nome da Doutrina), e obedece (em nome das Ordens), e obedece (em nome das Normas). Isto é esquizofrenia religiosa.

Eles continuam debaixo de doutrina revelada formatada a partir de ambigüidades, bibliomancia e espiritualização de frases isoladas do Sagrado Texto. Para a consolidação do governo monárquico-quadragenário a elite das elites erigiu e impõe o DON (Doutrinas, Ordens e Normas) institucionalizado na ICM-OBRA que nada mais é que ordenanças e preceitos de homens. Nada de revelação!

Geração de bastardos! Batismo de anjo-que-joga-fogo-na-cabeça-de-crente é grandiloquente heresia. Das piores! Este capítulo da HERESIA ICEMITA chegou a destituir Cristo Jesus de Seu Messianato e Sumo Sacerdócio; porquanto, ao dizerem que o anjo joga do fogo do altar – o Espírito Santo – sobre os homens, eles fazem do Espírito de Deus coisa na mão de anjo e concedem ao anjo a autoridade que ele jamais recebeu. Este capítulo da HERESIA ICEMITA é diabólico – não há outro modo de dizer – porque corrompe o conceito da autoridade exclusiva e messiânica de Cristo.

O comando eclesiástico impõe obediência. O fruto deste exclusivismo-obediência é a discriminação que gera o orgulho e este incentiva o ódio religioso. O individual e insano com maldições a ponto de alguns dizerem: Maranata! Quem não é maranata está debaixo de maldição. Todavia, se de algum deles a razão de sua crença é exigida, a incoerência e jargões logo emergem de suas almas, como excrescências initeligíveis… porque não sabem como fazê-lo.

O comando eclesiástico é monárquico, apesar da denominação apresentar-se como presbitério, quer dizer: alguém age como bispo e manda na elite das elites. Este comando determina o DON (Doutrina, Ordens e Normas), declaradamente irrevogável – porque a doutrina é dita revelada.. mas não passa de critérios humanos e obra da carne! O engano, a conseqüência. Por conseguinte, este DON exclusivista impõe obediência para o baixo clero que exige da membresia o que lhes foi imposto de cima para baixo: estreito espírito de seita, exclusivismo e obediência.

Para muitos, se não a maioria, pecar contra o DON equivale ao pecado contra o Espírito Santo, porquanto esta geração foi ensinada que a doutrina revelada encaminha a Igreja Fiel (leia-se, Maranata) para a eternidade. A HERESIA ICEMITA alterou o Evangelho de acordo com as conveniências daquele que age como monarca (chefe religioso) cercado por valetes (mestres e pastores subalternos). Mas eles não entendem a doutrina revelada como sendo heresia. Entendem-na como doutrina revelada… e pronto! Neste contexto, aquele que discorda é herege e está debaixo de maldição. Se lhes fosse permitido erguer um Tribunal de Exceção, muita gente seria levada para a fogueira… por revelação. Talvez fizessem pior do que a Inquisição Papista.

Por conseguinte, como abandonarão a doutrina revelada? Despertar do entorpecimento herético é custoso. Exige força de vontade. Na busca do amadurecimento espiritual muitos romperam com o maranatismo-pseudocarismático. Nesta denúncia não tenho nenhum prazer. O risco de perseguições é o curso para romper com o sistema pseudocarismático. Sem dúvida, o que se espera é arrependimento e confissão do pecado de rebeldia a fim de alcançarem a plena restauração.

– Ao abrir dos olhos, – Evangelista finaliza, – Benícias ou Benícios estão diante de um dilema, se muito ou pouco de autoconsciência ainda existe em cada um destes: como desfrutar adoração “em espírito e em verdade”. Digo assim, porque a autoconsciência é logicamente anterior à consciência e aquela é pré-reflexiva, pois a consciência a pressupõe. Esta escolha é individual. Este é o início do confronto, e da cura, e do fortalecimento, e do perdão, e do poder de restauração. No entanto, coletivamente, somente se acontecer o agir de Deus levando-os à confissão dos erros, fracassos e pecados a partir da elite, que deverá propor “sponte sue” a reparação dos danos materiais e morais de centenas que foram ofendidos.

O mover do Altíssimo é semelhante a uma poderosíssima ressurreição em sinceridade e verdade a toda prova. Portanto, posso profetizar bênçãos, assim como Isaías profetizou, dizendo (43.13):

“Ainda antes que houvesse dia, eu era;
e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos;
agindo eu, quem o impedirá?”


Sobre cavaleiroveloz

Porque, se tomarmos parte no sofrimento de Cristo, também tomaremos parte na Sua glória
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5 respostas para Agradando aos homens e desacatando as Escrituras – Final

  1. Keyla disse:

    “Ainda antes que houvesse dia, eu era;
    e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos;
    agindo eu, quem o impedirá?”

  2. Keylla Lopes disse:

    Meu Deus… falar que o fogo do altar, DESTINADO AOS ADORADORES DE SATANÁS E AO DIABO, é batismo com Espírito Santo… ó meu Deus!!!
    Quanto disparate…
    Acordem!!!

  3. Policarpo disse:

    É triste como o orgulho, a soberba, endoidece a alma e pira a mente das pessoas.
    Pessoas, ainda que incrédulas antes, ficaram piores depois de se entregarem ao falso “Jesus” pintado pela heresia icemita. Em vez de cristãos que resplandecem o rosto de Cristo e exalam o bom perfume do Senhor, a heresia icemita gera fanáticos truculentos, raivosos, preconceituosos e intolerantes, altamente insuportáveis e desagradáveis, cheios de milindres e desequilíbrio emocional…
    A  soberba religiosa, frutos da carne suscitada por Satanás, mediante o fermento da religiosidade, a mesma que entorpeceu os fariseus, está hoje envenenando os icemitas através do Dono da ICM e seus bajuladores e abanadores subalternos pastores.
    Se convertam, em nome de Jesus!
    Amoleçam esse coração duro de escória icemita!
     

  4. .adelina disse:

    quem tem o ESPIRITO SANTO não vai deixar enganar.  Eu sou uma que O SENHOR  me disse: sai fora, pois DEUS TEM UMA GRANDE OBRA DE VERDADE NA MINHA VIDA.  Tenho orado muito por aqueles que estão CEGOS. Tenho sentido grande alegria no SENHOR

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